Resident Evil Requiem no PC acaba de chegar ao mercado e, como todo grande lançamento da Capcom, desperta a pergunta inevitável: será que meu computador suporta a experiência completa sem engasgos?
Para responder com segurança, reunimos todos os requisitos oficiais divulgados, contextualizamos cada componente e detalhamos como eles afetam a jogabilidade em 1080p a 30 FPS ou 60 FPS. A seguir, você confere um panorama completo, com explicações claras sobre processador, placa de vídeo, memória RAM, armazenamento e até as tecnologias de upscaling necessárias para aproveitar o terror com fluidez.
Por que a discussão sobre requisitos importa
A cada novo título AAA, a comunidade de PC gaming se divide entre quem atualiza o hardware regularmente e quem prefere extrair o máximo de máquinas mais antigas. Resident Evil Requiem, lançado oficialmente nesta sexta-feira (27), mantém viva essa inquietação, pois chega em uma janela marcada por placas de vídeo de última geração muito caras e por uma consolidação do Windows 11 como sistema operacional padrão.
Quando os desenvolvedores divulgam configurações “mínimas” e “recomendadas”, muitas vezes o consumidor fica sem entender o impacto real de cada item. Um processador de gerações passadas ainda dá conta? Quanto a GPU influencia na taxa de quadros? SSD é realmente obrigatório? Este artigo aprofunda tudo isso com base nos dados oficiais da Capcom, sem alterar datas, números ou especificações.
Requisitos mínimos oficiais: segurança para rodar em 1080p a 30 FPS
No documento de suporte da distribuidora, os requisitos mínimos listados para Resident Evil Requiem no PC são:
Sistema operacional: Windows 11
Processador: Intel Core i5-8500 ou AMD Ryzen 5 3500
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1660 6 GB ou AMD Radeon RX 5500 XT 8 GB
Armazenamento: SSD obrigatório
Esses requisitos visam a experiência padrão de 1080p empregando um mecanismo de upscaling — tecnologia que reconstrói a imagem para parecer em alta definição consumindo menos recursos. O alvo de desempenho é 30 FPS, aceitável para jogos de terror com ritmo moderado, mas abaixo do ideal para quem prioriza controle responsivo.
Processador: por que o Core i5-8500 ainda é suficiente
Lançado em 2018, o Intel Core i5-8500 oferece seis núcleos físicos e clock base de 3,0 GHz. A Capcom considera esse patamar o mínimo para que o motor gráfico de Requiem trabalhe com folga nos cálculos de IA, física e scripts de cenário. Do lado AMD, o Ryzen 5 3500 entrega configuração semelhante, reforçando que a prioridade aqui é ter ao menos seis núcleos capazes de turbinar até 4,0 GHz.
Na prática, quem possui modelos mais novos ou equivalentes — como Core i5 de 9ª ou 10ª geração, e Ryzen 5 3600 — terá desempenho discreto ou significativamente melhor, sobretudo em momentos de ação mais intensa na campanha de Leon S. Kennedy.
Placa de vídeo: a GTX 1660 segue relevante
Lançada também em 2019, a GeForce GTX 1660 não possui Ray Tracing em tempo real, mas entrega 6 GB de VRAM GDDR5 e boa capacidade de renderização em DirectX 12. Como o jogo é otimizado para se manter acessível, a Capcom calibrou texturas e efeitos para que essa GPU garanta 30 FPS estáveis em cenários internos e externos.
Para quem usa a Radeon RX 5500 XT, os 8 GB de VRAM GDDR6 oferecem folga na gestão de texturas de alta resolução, compensando eventuais quedas quando há muitos inimigos e partículas na tela.
Memória RAM: 16 GB viram o novo padrão mínimo
Embora a franquia Resident Evil tradicionalmente exija pouco do subsistema de memória, Requiem adota 16 GB como padrão mínimo. Essa escolha reflete o tamanho de cenário, a alternância entre primeira e terceira pessoa e a carga simultânea de assets para manter a alternância de câmeras instantânea, um dos destaques do novo capítulo.
SSD: requisito fundamental, não opcional
Ao tornar o SSD obrigatório, a Capcom sinaliza a necessidade de carregamentos rápidos para transições de ambientes sem telas de loading. Isso mantém a imersão — crucial para o horror de sobrevivência — e garante que os scripts de susto sejam pontuais. Um SSD SATA III já atende, mas quem dispõe de NVMe vai sentir ganhos notórios em respawns e instalação de patches.
Requisitos recomendados: fluidez total em 1080p a 60 quadros
Para quem busca desempenho de console de nova geração ou superior, a configuração recomendada é a seguinte:
Sistema operacional: Windows 11
Processador: Intel Core i7-8700 ou AMD Ryzen 5 5500
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2060 Super 8 GB ou AMD Radeon RX 6600 8 GB
Armazenamento: SSD obrigatório
Processador recomendado: o salto de clocks e threads
O Intel Core i7-8700 oferece seis núcleos e 12 threads, permitindo que o jogo distribua melhor as tarefas de background, como streaming de texturas e cálculos de som 3D. Já o Ryzen 5 5500, com seis núcleos Zen 3, entrega clocks mais altos por núcleo, garantindo a meta de 60 FPS.
GPU recomendada: Ray Tracing fica de fora, desempenho entra em cena
A RTX 2060 Super, ainda que suporte Ray Tracing, é listada para rodar Requiem sem a função ativada, focando na taxa de quadros. O mesmo vale para a RX 6600, cujos 8 GB de VRAM são ideais para texturas Ultra em 1080p. Em ambos os casos, o jogo suporta upscaling para manter a resolução interna abaixo de 1080p e reconstruir a imagem sem perda perceptível de qualidade.
História: uma nova heroína em meio a rostos conhecidos
Em Resident Evil Requiem o enredo segue Grace Ashcroft, personagem inédita que viaja a Raccoon City em busca de respostas sobre a morte da mãe. Paralelamente, Leon S. Kennedy retorna como agente veterano para investigar uma série de assassinatos que sugere atividade bioterrorista. Essa estrutura narrativa em duplo protagonismo remete ao design de Resident Evil 2, mas adiciona o contraste entre horror clássico e ação frenética.
Imagem: (Imagem/Reprodução)
Gameplay: alternância de ritmo e câmera
As seções com Grace enfatizam tensão, backtracking e gerenciamento de recursos, lembrando Resident Evil 1 e 7. Já a campanha de Leon resgata o DNA mais voltado ao combate de Resident Evil 4 e 5, com inimigos em maior número e arenas abertas. A grande inovação mecânica é a troca livre entre primeira e terceira pessoa, permitindo ao jogador escolher o ângulo que causa mais imersão — ou que oferece vantagens táticas em determinados momentos.
1080p, 1440p ou 4K: o que muda nos requisitos?
Os requisitos oficiais concentram-se em 1080p, pois essa resolução segue a mais comum entre jogadores de PC, segundo estatísticas públicas de plataformas digitais. Usuários de monitores 1440p ou 4K devem adaptar as expectativas:
• 1440p a 60 FPS: uma RTX 3060 ou RX 6700 XT tende a ser necessária, ainda com 16 GB de RAM.
• 4K a 60 FPS: placas de classe RTX 4070 ou RX 7800 XT entram em cena, acompanhadas de processador de oito núcleos.
Essa estimativa parte da lógica de dobrar a carga de pixels a cada salto de resolução, mas não constitui requisito oficial, servindo apenas como projeção para quem planeja upgrades.
Windows 11: impacto real no desempenho
Resident Evil Requiem exige Windows 11, alinhando-se à tendência de novos títulos que aproveitam a pilha de drivers atualizada e o suporte a DirectStorage. Embora a diferença de FPS seja pequena em relação ao Windows 10, a nova API otimiza o carregamento direto do SSD para a VRAM, reduzindo pop-in de textura. Usuários de versões antigas do sistema precisarão migrar para instalar o jogo, algo que vale considerar antes de comprar.
Otimizando seu setup sem gastar muito
Para quem se encontra no limite dos requisitos mínimos, alguns ajustes podem melhorar a experiência:
1. Reduza sombras e reflexos: são elementos de alto custo na GPU que pouco afetam a atmosfera se mantidos em “Médio”.
2. Desative Anti-Aliasing pesado: filtros como TAA consomem memória de vídeo; opte por FXAA ou deixe a nitidez ao gosto pessoal.
3. Ative V-Sync adaptativo: evita tearing quando a taxa oscila entre 30 FPS e 40 FPS.
4. Monitore temperatura: processadores antigos tendem a thermal throttle; troque pasta térmica se necessário.
5. Mantenha drivers atualizados: NVIDIA e AMD costumam lançar updates otimizados na semana de lançamento de grandes jogos.
Escolhendo o melhor upscaling
Se a sua GPU for GeForce GTX 1660 ou superior, o jogo oferece NVIDIA Image Scaling (NIS); para placas AMD há FSR 2.0. Nos dois casos, o objetivo é renderizar internamente em resolução menor e reconstruir para 1080p ou 1440p, melhorando FPS sem prejuízo visual acentuado. Vale testar nos perfis “Equilibrado” ou “Qualidade”, que costumam oferecer ganhos de 20 % ou mais.
Mitos e verdades sobre SSD obrigatório
Alguns jogadores se perguntam se um HDD robusto de 7200 RPM não seria suficiente. Tecnicamente, o jogo até pode carregar, mas sofrerá stutters severos durante streaming de textura. Como Requiem troca câmera em tempo real, carregar assets no HDD cria micro-travamentos que prejudicam a tensão do gameplay. A exigência do SSD, portanto, não é puro marketing: é requisito real de design.
Comparação com títulos anteriores da franquia
• Resident Evil Village (2021): requisitava GTX 1050 Ti nos mínimos e 8 GB de RAM.
• Resident Evil 4 Remake (2023): subiu para GTX 1050 Ti e 16 GB de RAM.
• Resident Evil Requiem (2026): eleva a GPU mínima para GTX 1660 e mantém 16 GB de RAM, acrescentando SSD obrigatório.
A progressão comprova que o novo jogo aumenta a densidade de polígonos e iluminação, mas mantém a filosofia de acessibilidade, diferentemente de alguns concorrentes que já pedem RTX 30XX como base.
Vale atualizar agora ou esperar?
Se o seu setup atual cumpre os requisitos recomendados, você terá experiência fluida em 1080p a 60 FPS, com potencial de ir além se ajustar filtros. Quem roda no limite mínimo pode considerar um upgrade futuro, mas ainda obterá a narrativa na íntegra sem cortes. Quem possui máquinas abaixo do mínimo — por exemplo, GTX 1050 Ti ou 8 GB de RAM — deverá rever prioridades, pois enfrentará travamentos e longos carregamentos.
Monetização via Google Adsense: impacto de performance no RPM
Para criadores de conteúdo que pretendem publicar guias, detonados ou lives de Resident Evil Requiem, vale atentar para a experiência de usuário. Páginas com vídeos que travam por falta de otimização ou que exibem benchmarks imprecisos tendem a gerar saída precoce, reduzindo o RPM no Google Adsense. Apresente dados claros, prints de FPS consistentes e mantenha imagens comprimidas para garantir carregamento veloz — fator direto no ranking do Google Discover.
Conclusão
Resident Evil Requiem no PC demonstra que é possível lançar um survival horror tecnicamente moderno sem excluir usuários de hardware intermediário. Uma GTX 1660 e um Core i5-8500 — ambos componentes de 2018/2019 — ainda entregam 30 FPS estáveis em 1080p, desde que acompanhados de SSD e 16 GB de RAM. Já quem busca 60 FPS constantes pode mirar em RTX 2060 Super ou RX 6600, processador de seis núcleos mais recente e os mesmos 16 GB de memória.
Com esses dados em mãos, você decide com segurança se vale manter o setup atual, investir em upgrades pontuais ou, quem sabe, migrar para os consoles de nova geração também contemplados pelo lançamento. O importante é lembrar que, em Resident Evil, o verdadeiro terror é ficar sem munição — não sem FPS.
Com informações de TechTudo