Reiniciar o computador raramente faz parte da rotina de muitos usuários, mas basta um boot para perceber que dezenas de programas insistem em abrir sozinhos. O Windows 10 e 11 oferecem um painel simples para controlar isso, e eliminar excessos pode economizar RAM, reduzir tráfego de rede e agilizar o login.
Onde encontrar a lista de programas que ligam com o sistema
No menu Configurações > Aplicativos > Inicialização, cada software aparece com um botão liga/desliga. O Windows até exibe uma estimativa de “impacto”, mas ela raramente reflete o uso real de recursos. A triagem manual continua sendo o método mais confiável.
Launchers de jogos que só ocupam memória
Steam, Epic Games Store, GOG Galaxy, EA App, Battle.net e outros marketplaces vêm configurados para iniciar junto com o sistema. Manter vários deles em segundo plano consome banda e RAM, pois cada cliente procura por atualizações de jogos e de si próprio. A recomendação é deixar ativo apenas o launcher principal — muitas pessoas optam pelo Steam — e abrir os demais sob demanda.
Mensageiros e ferramentas de colaboração podem esperar
Teams, Slack, Discord, WhatsApp Desktop e afins gostam de rodar 24 h por dia, gerando notificações e distrações. Desativar a inicialização automática libera recursos e ajuda a manter o foco. Caso o serviço seja crítico, a versão web costuma atender bem e ainda evita outra instância competindo por atenção na tela.
Clientes de nuvem redundantes castigam SSD e rede
Windows já chega com o OneDrive embarcado, mas muitos instalam Google Drive, Dropbox, Box ou iCloud para compartilhar arquivos específicos. Se o serviço não faz parte do fluxo diário, desabilite-o na inicialização. Sincronizações simultâneas nos primeiros minutos de uso podem saturar disco e Wi-Fi desnecessariamente.
Utilitários de fabricantes raramente necessários
Drivers de teclado, controles de RGB, programas de webcam e assistentes de atualização de hardware costumam residir perto do relógio do Windows. Se você nunca abriu um desses ícones, provavelmente é seguro impedir que ele carregue automaticamente. Entretanto, verifique se o dispositivo não perde funções essenciais antes de desativá-lo.
Imagem: Jas Fitzpatrick
Serviços que vale a pena manter ativos
- Antivírus e Windows Security
- Drivers de áudio e gerenciadores de som
- Utilitários de touchpad e teclado em notebooks
- Software da GPU caso use perfis personalizados
- O serviço de nuvem principal escolhido pelo usuário
Esses componentes garantem atualizações, perfis de desempenho e a segurança básica do sistema. Desligá-los pode causar falhas de hardware, atraso em patches ou exposição a ameaças.
No fim, a regra é simples: se o aplicativo não é usado todos os dias — ou pode ser aberto manualmente quando necessário —, ele não precisa pesar no tempo de boot nem na memória do seu PC.
Fonte: HowToGeek