Quatro distribuições Linux leves que ressuscitam PCs antigos melhor que o Ubuntu

Ubuntu já foi sinônimo de solução rápida para computadores defasados, mas suas exigências atuais de hardware se aproximam das do Windows e inviabilizam máquinas com menos memória, processadores antigos ou discos lentos. Para quem ainda guarda um netbook, um desktop Pentium 4 ou qualquer sistema com menos de 2 GB de RAM, quatro distribuições enxutas podem devolver velocidade e utilidade ao equipamento.

Puppy Linux carrega o sistema inteiro na memória e ocupa até 1,5 GB

A principal característica do Puppy Linux é rodar 100% a partir da RAM, o que elimina gargalos de discos mecânicos antigos. A imagem ocupa cerca de 1 GB a 1,5 GB, cabe em um pendrive e oferece navegador, editor de textos, planilha, visualizador de imagens e player de mídia logo após a instalação. Alterações feitas durante a sessão podem ser salvas em um arquivo no HD ou em um pendrive externo, caso o usuário deseje manter configurações após o reboot.

antiX remove systemd e reduz consumo de CPU e memória

Baseado no Debian Stable, o antiX troca componentes considerados pesados – como o init systemd e o gerenciador elogind – por alternativas leves. O resultado é uma distribuição que inicializa rápido, consome poucos recursos e mantém compatibilidade com PCs de arquitetura x86 de 32 bits. A aparência lembra interfaces de gerações passadas, mas o foco está em desempenho, não em estética.

Linux Lite replica a interface do Windows para facilitar a migração

Quem veio do Windows 7 ou 10 encontra no Linux Lite um ambiente familiar, com menu iniciar, painel inferior e atalhos similares aos do sistema da Microsoft. Embora não seja tão minimalista quanto Puppy ou antiX, o Lite continua leve o suficiente para rodar em PCs que atendiam aos requisitos originais do Windows 10, oferecendo navegador atualizado, suíte de escritório e suporte simplificado a drivers proprietários.

Bodhi Linux adota filosofia minimalista com o desktop Moksha

O Bodhi Linux entrega apenas o essencial: kernel, servidor gráfico e o ambiente Moksha, derivado do Enlightenment. Todo o restante fica a cargo do usuário, que instala módulos e aplicativos conforme a necessidade. Essa abordagem enxuta reduz carga no processador e na memória, tornando a distro adequada a hardware limitado mesmo sem ter sido concebida exclusivamente para máquinas antigas.

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Imagem:  Lucas Gouveia

Kernel livre permite personalização extrema para quem quer ir além

Se nenhuma distribuição pronta atender às restrições do seu computador, ainda é possível montar um sistema personalizado eliminando pacotes supérfluos e escolhendo um gerenciador de janelas ultraleve. A flexibilidade do código aberto possibilita extrair desempenho de praticamente qualquer peça de silício ainda funcional.

Fonte: HowToGeek

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