Usar o Windows 11 exatamente como ele sai da caixa pode transformar o computador em um grande atalho para os serviços da Microsoft. Essa é a principal conclusão de um jornalista norte-americano que decidiu manter todos os padrões do sistema em um mini PC recém-comprado. Em apenas três dias, ele voltou a personalizar o sistema depois de enfrentar confusão com arquivos, pesquisas e sugestões de aplicativos.
OneDrive assume Escrivaninha, Documentos e Imagens logo na configuração inicial
Durante o primeiro boot, o assistente do Windows incentiva a ativação do backup automático no OneDrive. Ao aceitar, as pastas Desktop, Documentos e Imagens passam a ser sincronizadas por padrão. O comportamento faz com que:
- arquivos salvos localmente exibam ícones de nuvem, indicando sincronização;
- o usuário não saiba imediatamente se o item está no disco ou na nuvem;
- a exclusão em um dispositivo se reflita em todos os outros que usam a mesma conta.
Especialistas lembram que o OneDrive atua como serviço de sync, não de backup tradicional. A diferença é relevante: sincronização replica alterações em tempo real, enquanto backup preserva cópias históricas.
Busca do Windows exibe resultados do Bing mesmo após troca do provedor padrão
A tela de pesquisa nativa continua direcionando cliques para o ecossistema da Microsoft. Mesmo que o usuário defina outro buscador no navegador, palavras digitadas na barra do Windows geram:
- sugestões da web em Bing;
- cards promocionais de serviços Microsoft 365;
- mistura de apps, configurações e arquivos locais com conteúdo online.
O excesso de elementos visuais faz a busca parecer, segundo o relato, “mais um feed de recomendações” do que uma ferramenta neutra de produtividade.
Recomendações no menu Iniciar e nos widgets reforçam Edge, Bing e 365
Sem ajustes manuais, o Windows 11 destaca:
Imagem: Dibakar Ghosh How-To Geek
- atalhos para abrir links diretamente no Microsoft Edge;
- propostas de assinatura do OneDrive e do Microsoft 365;
- notícias e cartões que levam o usuário ao Bing para leitura completa.
Embora nenhum serviço seja prejudicial isoladamente, o conjunto de sugestões cria a sensação de que o computador “trabalha mais para a Microsoft do que para o usuário”, afirma o jornalista.
Personalização após três dias devolveu a sensação de controle
Depois de 72 horas, o autor reinstalou práticas já conhecidas:
- definiu outro navegador como padrão;
- desativou a sincronização automática do OneDrive para pastas locais;
- ajustou associações de arquivos e removeu recomendações do menu Iniciar.
Com as mudanças, o sistema voltou a parecer “sob medida” para o seu fluxo de trabalho. A experiência sugere que, para quem não usa os serviços da Microsoft em tempo integral, vale revisar as configurações assim que concluir a instalação do Windows 11.
Fonte: How-To Geek