Mesmo após uma década de estrada, presente também no IPTV, Fate/Grand Order continua no topo da lista dos jogos mobile mais lucrativos do mundo. O RPG da Aniplex já faturou cifras que rivalizam com blockbusters de console e cinema.

    Os dados mais recentes de 2026 mostram como o game, baseado na franquia Type-Moon, mantém um público menor, porém disposto a gastar alto. A seguir, todos os números de downloads, receita, engajamento e curiosidades de monetização.

    Principais números de Fate/Grand Order em 2026

    • Downloads acumulados: 19,2 milhões

    • Receita total: US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 24,5 bilhões, na cotação de R$ 5,10)

    • Jogadores diários médios: 137.239

    • Jogadores mensais médios: 600.448

    • ARPDAU: US$ 9,05 (aprox. R$ 46,00 por dia)

    O ARPDAU acima de nove dólares impressiona. A maioria dos mobiles luta para ultrapassar US$ 1; aqui, o valor é nove vezes maior.

    Fate/Grand Order ainda faz sucesso em 2026?

    Saiu do pico, mas continua firme. Desde 2023, downloads e receita caem de forma gradual, típico de um título que já passou do décimo aniversário.

    Números atuais x pico histórico

    • Downloads mensais em 2026: 51.632 (-88% ante os 418.599 de 2023)

    • Receita mensal: US$ 12 mi (R$ 61,2 mi), ante US$ 81 mi no auge (-85%)

    • Usuários ativos mensais: 400 mil, contra 1,1 milhão em janeiro de 2023

    Ainda assim, os jogadores que ficaram gastam mais que nunca, sustentando a posição do game entre os mais rentáveis do Japão.

    Visão geral do jogo Fate/Grand Order

    • Publicadora: Aniplex (Sony Music Japan)

    • Desenvolvedora: Lasengle

    • Gênero: RPG por turnos com sistema gacha

    Lançado em julho de 2015 no Japão, o aplicativo chegou depois a América do Norte, China, Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong. No Brasil, a versão global em inglês pode ser baixada gratuitamente nas lojas oficiais.

    Jogadores ativos: DAU e MAU mês a mês

    Dados de maio de 2026

    • Jogadores diários (DAU): 99,4 mil

    • Jogadores mensais (MAU): 391,9 mil

    O gráfico de engajamento mostra um “pulso” todo mês de agosto, quando o evento de aniversário traz de volta antigos mestres.

    Downloads anuais de Fate/Grand Order

    • 2026 (até maio): 284,7 mil

    • 2025: 783,9 mil

    • 2024: 1,6 milhão

    Fate/Grand Order ultrapassa US$ 4,8 bilhões em receita e segue forte em 2026

    Imagem: Andrea Knezovic

    O pico recente foi 2023, com 2,6 milhões, impulsionado pela expansão do servidor inglês para mais regiões da Europa e América Latina.

    Quanto dinheiro Fate/Grand Order gera por ano?

    Receita em dólares e em reais

    • 2026 (até maio): US$ 70 mi (R$ 357 mi)

    • 2025: US$ 297 mi (R$ 1,51 bi)

    • 2024: US$ 288 mi (R$ 1,47 bi)

    O recorde absoluto foi 2018, com quase US$ 700 mi. Desde então, a queda é contínua, porém controlada.

    Receita por país: domínio japonês

    • Japão: 81,1%

    • China: 8,1% (sem contar lojas Android paralelas)

    • Estados Unidos: 5,8%

    No Brasil, a participação é pequena, mas a comunidade se mantém ativa em redes sociais e grupos dedicados.

    Como Fate/Grand Order ganha dinheiro

    O game vive exclusivamente de gacha. Os jogadores compram Saint Quartz para invocar Servants raros, com taxas de drop baixíssimas. Não há assinatura nem anúncios relevantes.

    Whales sustentam o ecossistema

    • Receita por download: US$ 251 (R$ 1.281)

    • Receita mensal por usuário ativo: US$ 8.010 (R$ 40.851) em média

    Esses valores indicam que uma minoria gasta fortunas, enquanto a maioria joga de forma gratuita.

    Eficiência de monetização

    O DAU/MAU fica em torno de 22,9%, sinal de lealdade alta. Para comparação, muitos títulos de grande público não passam de 15%.

    Esse perfil mostra um jogo que prefere “fazer muito com pouco”: menos usuários, mas tíquete médio elevadíssimo.

    Quem joga Fate/Grand Order?

    Pesquisa da Famitsu no nono aniversário revela: 46,9% têm entre 20 e 29 anos; 31,6% estão na casa dos 30. O equilíbrio de gênero chama atenção: 50% feminino, 43% masculino e 7% outros.

    A base é composta por fãs de anime, interessados em narrativa e colecionismo digital.

    Aquisição de usuários: força do IP

    Menos de 20% dos downloads vêm de anúncios pagos. A marca Fate, construída em novels, mangás e animes ao longo de duas décadas, faz o trabalho pesado.

    Calendário de eventos

    Aniversário em agosto, novos capítulos de história e banners limitados formam o motor de retorno. Não há campanha permanente de marketing; há um cronograma de conteúdo que a comunidade acompanha religiosamente.

    Situação atual: foco total em retenção

    Com instalações minguando e receita ainda robusta, o jogo entrou no modo “manutenção premium”. O esforço vai para agradar quem já investe alto, evitando a erosão dessa base.

    Para quem curte estatísticas de mobile e gacha, acompanhar Fate/Grand Order é quase um estudo de caso sobre como cultivar baleias. Aqui na Mania de Celular, ficamos de olho em números desse calibre para entender tendências do mercado.

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