O segmento de celulares dobráveis ganhou força novamente com a chegada de dois modelos inéditos da Samsung. A linha Fold agora conta com o compacto Galaxy Z Fold 8 e o robusto Galaxy Z Fold 8 Ultra, que assumem papéis distintos dentro do portfólio da marca.

    Com lançamento global marcado para 7 de agosto, os aparelhos se posicionam em faixas de preço diferentes e recebem atualizações importantes em tela, bateria e câmeras. O Mania de Celular testou rapidamente os dois dispositivos e resume, a seguir, os pontos que mais chamam a atenção.

    Preços lá fora e estimativa para o mercado brasileiro

    No exterior o Galaxy Z Fold 8 Ultra parte de 2 199 euros, tornando-se o telefone Samsung mais caro já lançado. O Z Fold 8 padrão sai por 1 999 euros, ou 200 euros a menos. Convertendo valores diretamente, sem impostos, isso equivale a aproximadamente R$ 13 000 e R$ 11 800, respectivamente (cotação média de R$ 5,90).

    A Samsung Brasil ainda não divulgou valores oficiais, mas historicamente a empresa aplica taxas que elevam os preços em torno de 50% sobre a conversão direta. Dessa forma, não seria surpresa ver o Galaxy Z Fold 8 na casa dos R$ 17 000 e o Galaxy Z Fold 8 Ultra próximo dos R$ 19 000 quando chegarem às lojas nacionais.

    Tela e formato: duas propostas opostas

    Galaxy Z Fold 8 Ultra prioriza produtividade

    Aberto, o Galaxy Z Fold 8 Ultra oferece painel quase quadrado, ideal para trabalhar com dois apps lado a lado. A espessura caiu para 4,1 mm quando estendido e 8,9 mm fechado, praticamente o mesmo volume de um smartphone convencional topo de linha.

    Galaxy Z Fold 8 foca em entretenimento

    O Fold 8 convencional traz tela interna de 7,6 pol no formato 4:3, que lembra um iPad mini e favorece vídeos e jogos. Por fora, o display de 5,5 pol adota 16:10 para uso rápido sem abrir o aparelho. Fechado, o tamanho lembra um passaporte, facilitando o transporte no bolso.

    Dobra quase invisível: evolução na engenharia

    A Samsung reduziu a marca da dobradiça em ambos os modelos. No Galaxy Z Fold 8 Ultra o vinco praticamente some sob luz direta e é pouco perceptível ao toque. O efeito resulta da nova camada antirreflexo e de ajustes na estrutura do hinge.

    Embora a dobra ainda exista, o avanço diminui um dos principais incômodos relatados nas gerações anteriores e coloca os dois novos Galaxy Z Fold 8 entre os dobráveis com acabamento mais refinado de 2026.

    Bateria maior e recarga mais rápida

    Pela primeira vez a linha Fold ultrapassa 4 500 mAh. O Galaxy Z Fold 8 Ultra ganha célula de 5 000 mAh, enquanto o Fold 8 fica com 4 800 mAh. A evolução foi possível graças à adoção de anodo de silício-carbono, tecnologia já usada por fabricantes chinesas.

    A recarga sobe para 45 W nos dois aparelhos. Em números oficiais, meia hora na tomada leva a 67% da carga no Ultra e 63% no Fold 8, superando folgadamente o Fold 7, limitado a 25 W.

    Câmeras: Ultra herda sensor de 200 MP, modelo base abre mão do zoom ótico

    Conjunto do Galaxy Z Fold 8 Ultra

    O Ultra utiliza o sensor de 200 MP do Galaxy S26 Ultra para a lente principal, apoiado por ultra-wide de 50 MP e teleobjetiva de 10 MP com zoom de 3x. O conjunto agrada em dois terços das situações, mas o sensor tele de 10 MP já demonstra limites frente às alternativas mais avançadas do mercado.

    Apesar disso, o celular oferece recursos voltados a criadores, como gravação em 8K, perfil Log, codec AVP e o modo Cine LUT com quatro presets. A função MyFanCam, que usa IA para manter uma pessoa em destaque durante filmagens, completa o pacote.

    Conjunto do Galaxy Z Fold 8

    O Fold 8 troca o zoom ótico por dupla de 50 MP (wide e ultra-wide). Segundo a Samsung, os usuários priorizaram peso menor em pesquisas recentes. O zoom digital promete qualidade aceitável até 3x, mas não substitui uma lente dedicada.

    Espessura e peso em perspectiva histórica

    Do primeiro Fold, com 17,1 mm fechado, ao novo Galaxy Z Fold 8 Ultra, a Samsung praticamente dividiu a grossura pela metade. Hoje, o modelo topo fica apenas 1 mm acima do Galaxy S26 Ultra e se equipara ao iPhone 17 Pro Max.

    A sensação na mão confirma o progresso: fechado, o Ultra lembra um aparelho tradicional; aberto, vira mini-tablet pronto para multitarefa intensa.

    Recursos que ficaram de fora

    • S Pen segue incompatível pela ausência da camada digitizer; quem faz questão do acessório deve mirar no antigo Fold 6.
    • A recarga de 45 W ainda é modesta diante dos 66 W a 100 W vistos em concorrentes asiáticos.
    • Não há promoção de lançamento com memória em dobro, prática adotada em anos anteriores.

    Para quem é cada modelo?

    O Galaxy Z Fold 8 Ultra se destina a quem precisa de tela maximizada para produtividade móvel e não se importa em pagar a mais. Já o Galaxy Z Fold 8 mira usuários interessados em conteúdo multimídia e portabilidade, oferecendo experiência completa a custo um pouco menor.

    Com dois formatos diferentes, a Samsung tenta responder à queda de interesse nos celulares tipo flip e à iminente estreia de concorrentes como o dobrável da Apple. A linha Galaxy Z Fold 8 chega às lojas globais em 7 de agosto; detalhes de disponibilidade no Brasil devem ser revelados nas próximas semanas.

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