DJI aplicou o know-how das suas aeronaves no chão da sala. O resultado é o robô aspirador DJI Romo P2, segunda geração que aposta em sensores de voo para contornar brinquedos, cabos e móveis sem esbarrar.
A marca promete manutenção quase zerada por um ano inteiro e potência de 36.000 Pa. Nesta reportagem do Mania de Celular, você confere como o aparelho se comporta na prática, as novidades em relação ao primeiro Romo e quanto ele pode custar no bolso do brasileiro.
Visual transparente continua exclusivo
DJI manteve o design que exibe peças internas. Robô e base possuem tampas translúcidas, permitindo ver filtros, escovas e tanques sem abrir aplicativo. A estética divide opiniões, mas ajuda a identificar desgaste rapidamente.
O Romo P2 tem 9,8 cm de altura e dispensa torre LiDAR. Embora não seja o mais baixo do segmento, passa por boa parte dos sofás. A base ganhou revestimento repelente de sujeira, quatro jatos de água para autolimpeza e, segundo a fabricante, fica 365 dias sem manutenção — quase o dobro da geração anterior.
Configuração leva só dois minutos
Tudo acontece no app DJI Home. Ao ligá-lo, o robô aspirador DJI Romo P2 aparece logo na tela e inicia o mapeamento em segundos. O percurso começa no centro do cômodo e se expande para as bordas, estratégia que economiza bateria.
No mapa, ícones mostram onde cada obstáculo foi detectado. Existe ainda a opção de fotografar objetos para que o sistema recognize pesos de academia ou balança corporal, reduzindo riscos de colisão futura.
Ajustes rápidos no aplicativo
O menu principal exibe a planta do imóvel. Na barra inferior é possível escolher três níveis de sucção, quatro volumes de água e três modos de passar pano, incluindo dosagem automática de detergente e aromatização.
Para carpetes, há recursos específicos, mas suporte ao padrão Matter continua ausente.
Sucção forte e limpeza silenciosa
Com 36.000 Pa, mesma força do topo de linha Roborock Saros 20 Sonic, o Romo P2 removeu 99 % de aveia em piso frio e tapete nos testes de laboratório. Grãos de areia ficaram em apenas 3 % do material espalhado.
Uma placa móvel fecha parte da câmara de vácuo quando o aparelho detecta tapete, aumentando a pressão e puxando mais poeira. Apesar da potência, o nível de ruído permanece abaixo dos 60 dB habituais em concorrentes, algo notável em casas pequenas.
Cantos e quinas bem cuidados
Durante a volta final, braços laterais se estendem e giram devagar, empurrando resíduos para a escova principal. A DJI instalou ainda uma escova lateral móvel com sensor ToF, solução que evita travamento em pernas de cadeiras.
Imagem: Divulgação
Lavagem a 80 °C e secagem com ar quente
Os dois discos de pano podem avançar 12,4 cm para fora do chassi, cobrindo rodapés sem deixar faixa suja. Água a até 80 °C dissolve manchas secas com facilidade, desempenho raro em modelos de rotação.
Ao retornar à base, o robô recebe jatos de água quente, passa por secagem forçada e tem o reservatório de sujeira esterilizado por luz ultravioleta. Acompanha ainda um neutralizador de odores para piso.
Navegação herdada de drones impressiona
Conjunto de sensores 3D ToF, câmeras RGB e algoritmos de voo desviam de cadeiras, cabos e brinquedos sem contato físico. O Romo P2 também escala obstáculos de até 4 cm e degraus duplos de 8,5 cm, marcas comuns só em topos de linha mais caros.
Na prática, não foram registradas batidas durante trajetos entre cômodos. O movimento é fluido, rápido e seguro, lembrando o desvio de galhos visto nos drones da marca.
Autonomia e recarga
Após 30 min de operação na máxima potência, ainda sobraram 77 % de bateria. A estratégia de guardar braços extensíveis até o contorno final contribui para a economia.
A recarga completa leva 2 h30 na estação, dentro do padrão de rivais premium.
Preço no Brasil e lá fora
Na Europa, o rombo no bolso caiu: de mais de 1.500 euros na estreia do primeiro Romo para 1.349 euros no P2. Em conversão direta, sem impostos, isso equivaleria a cerca de R$ 7.400.
Não há anúncio oficial de lançamento nacional. Caso mantenha a diferença de mercado vista na geração passada, o valor pode ficar abaixo de aspiradores topo de linha de marcas como Dreame e Roborock, que chegaram perto dos R$ 10.000 no país.
