O Guia completo Xiaomi 2026 chega para responder, de forma direta e aprofundada, a pergunta que milhares de consumidores brasileiros fazem todos os dias: “qual modelo da marca vale o meu dinheiro este ano?”.
Neste material você encontrará uma análise detalhada das principais linhas, entenderá em que faixa de preço cada aparelho se posiciona e, sobretudo, identificará o telefone que melhor conversa com seu perfil de uso.
Das opções mais baratas aos topo de linha com câmeras Leica, cobrimos tudo com base em dados oficiais, sem alterar datas ou números, para que sua decisão seja bem-informada e segura.
Panorama das linhas Xiaomi em 2026
A Xiaomi trabalha com três famílias bem definidas. A linha principal, conhecida apenas como “Xiaomi”, concentra os componentes mais avançados: processadores recentes, telas de alta taxa de atualização e módulos fotográficos assinados pela Leica. Abaixo dela, porém ainda mirando alto, está a Poco. Nasceu como sub-marca voltada a desempenho, oferecendo fichas técnicas robustas a preços reduzidos. Já a Redmi é sinônimo de custo-benefício. Modelos dessa série equilibram ficha técnica, autonomia e preço, tornando-se porta de entrada para quem deseja experiência completa por menos.
Em 2026, essas três linhagens convergem em um portfólio vasto, mas não confuso. A Xiaomi mantém nomenclatura clara — 15T, X7, Note 15 — ajudando o consumidor a identificar rapidamente a categoria de preço e a proposta de cada aparelho. O resultado é um cardápio que vai do básico Poco C85 5G ao sofisticado Xiaomi 15T Pro.
Topo de linha absoluto: Xiaomi 15T Pro
No topo da pirâmide está o Xiaomi 15T Pro, encarregado de representar tudo o que a fabricante chinesa consegue entregar em matéria de hardware e experiência de uso em 2026. O celular estreia o processador MediaTek Dimensity 9400+, fabricado em litografia de 3 nanômetros, arquitetado para extrair máxima eficiência energética e, ao mesmo tempo, garantir desempenho bruto em jogos, edição de vídeo e multitarefa intensiva. Essa potência conversa diretamente com 12 GB de RAM e o sistema HyperOS 3, resultando em transições suaves e iniciais praticamente instantâneas de aplicativos.
A tela de 6,83 polegadas utiliza painel AMOLED, exibe 144 Hz de taxa de atualização e conta com a proteção Gorilla Glass 7i. A sensação visual é de extrema fluidez: cada rolagem de feed, cada animação do sistema opera em sincronia com a alta taxa de quadros.
No departamento de fotografia, a parceria com a Leica rende frutos concretos. Há uma lente periscópica de 50 MP com zoom óptico de 5×, completada por sensores que conseguem gravar em até 8K a 30 quadros por segundo. O único calcanhar de Aquiles é o preço robusto, variando entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, dependendo da versão de armazenamento disponível nas lojas brasileiras.
Experiência premium por menos: Xiaomi 15T
Caso o investimento de um Xiaomi 15T Pro pese além do planejado, o Xiaomi 15T surge como rota de fuga atraente. Ele compartilha muito do DNA premium da versão Pro, mas faz concessões pontuais para reduzir o valor final. O processador MediaTek Dimensity 8400 Ultra (4 nm) continua poderoso, operacionalizando apps pesados sem engasgos, especialmente quando combinado aos mesmos 12 GB de RAM presentes no modelo superior.
Visualmente, o display mantém 6,83 polegadas, só que opera a 120 Hz — ainda suficiente para navegação fluida. A Leica também assina o conjunto ótico, embora a lente telefoto ofereça zoom óptico de 2×, contra 5× do Pro. Na gravação de vídeo, o teto de resolução cai para 4K a 60 fps, limite plenamente aceitável para a maioria dos criadores de conteúdo.
Com preço circulando abaixo dos R$ 4 mil, este smartphone conquista usuários que buscam fotografia avançada e desempenho sustentado sem extrapolar o orçamento.
Alto desempenho acessível: Poco X7 Pro 5G
Alguns consumidores valorizam desempenho acima de tudo, mas não fazem tanta questão de lentes ostentosas. Se você se identifica com esse perfil, o Poco X7 Pro 5G é forte candidato. O aparelho herda exatamente o mesmo Dimensity 8400 Ultra presente no Xiaomi 15T, entregando poder de fogo comparável com custo inferior.
O valor economizado aparece em dois pontos. Primeiro, o módulo de câmeras, liderado por um sensor principal de 50 MP e um ultrawide de 8 MP, sem zoom óptico. Segundo, a ausência do selo Leica. Em contrapartida, a Xiaomi reforça fatores que muitos consideram essenciais: a bateria salta para 6.000 mAh e a certificação IP68 garante resistência a poeira e água. A tela AMOLED de 6,67 polegadas, também a 120 Hz, completa o kit.
Trata-se, portanto, de um telefone que direciona recursos ao que impacta diretamente a experiência diária — fluidez, autonomia, robustez — sem elevar o tíquete médio.
Intermediário premium e resistente: Redmi Note 15 Pro 5G
Se a palavra de ordem for “versatilidade”, o Redmi Note 15 Pro 5G merece atenção minuciosa. Ele é o sucessor natural do Redmi Note 14 Pro, mas chega turbinado: bateria de 6.580 mAh, tela aprimorada e processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra. O conjunto brilha ainda mais por ostentar certificação dupla IP68 + IP69K, significado prático de resistência a mergulhos de até 2 metros por até 30 minutos e proteção contra jatos d’água de alta pressão e temperatura.
A lente principal de 200 MP, herdada da geração anterior, entrega detalhamento amplo, enquanto a câmera ultrawide de 8 MP mantém flexibilidade de enquadramento. Nos testes conduzidos pelo Tecnoblog, a autonomia mostrou-se suficiente para um dia inteiro de uso intenso, reforçada pelo carregador de 45 W incluso na embalagem. O preço, posicionado entre R$ 1,5 mil e R$ 1,7 mil, coloca este modelo no ponto doce do mercado intermediário premium.
Intermediário que cabe no bolso: Poco X7 5G
O Poco X7 5G é o meio-termo exato para quem quer investir até R$ 1,5 mil e, ainda assim, usufruir de bom espaço de armazenamento e tela de qualidade. Ele utiliza o chip MediaTek Dimensity 7300 Ultra, suficiente para redes sociais, streaming, navegação na web e até jogos competitivos em qualidade média. O módulo de câmeras reduz megapixels, trazendo sensor principal de 50 MP, mas mantém a lente ultrawide de 8 MP para fotos de paisagem e a macro de 2 MP para detalhes próximos.
A tela AMOLED curva de 6,67 polegadas com 120 Hz traz experiência visual superior a muitos rivais na mesma faixa de preço. Além disso, versões de 8 GB ou 12 GB de RAM ampliam a longevidade do dispositivo. Em resumo, é o clássico “bom, bonito e (relativamente) barato” dentro do catálogo Xiaomi.
Entrada com bateria de sobra: Poco C85 5G
Nem todo usuário precisa de processador avançado ou da câmera mais potente. Há um grande público interessado em tarefas básicas — mensageria, chamadas de vídeo, navegação e consumo de conteúdo — sem a preocupação de recarregar o telefone o tempo todo. Para essas pessoas, o Poco C85 5G se posiciona como opção econômica de aproximadamente R$ 1 mil.
Por esse valor, o consumidor leva bateria de 6.000 mAh, compatível com carregamento de 33 W, tela IPS LCD com 120 Hz e recursos convenientes como NFC, Bluetooth 5.4 e conector P2 para fones de 3,5 mm. Sim, o painel IPS oferece cores menos vibrantes do que AMOLEDs, mas a taxa alta de atualização garante fluidez superior à de muitos concorrentes diretos.
Como escolher seu Xiaomi em 2026
Definir o modelo ideal passa por avaliar algumas variáveis: orçamento disponível, perfil de uso e preocupação com certificações oficiais.
Imagem: Ana Marques
Orçamento — Evidentemente, preço é filtro inicial. De R$ 1 mil a quase R$ 8 mil, a Xiaomi cobre cinco grandes degraus. O segredo está em estabelecer o teto de investimento e trabalhar apenas com os aparelhos contidos nele.
Perfil de uso — Para quem fotografa profissionalmente ou produz vídeo 8K, o Xiaomi 15T Pro torna-se praticamente obrigatório. Já usuários que passam horas em jogos, mas topam comprometer câmeras, encontram no Poco X7 Pro 5G o equilíbrio desejado. Navegação básica? O Poco C85 5G dá conta.
Garantia oficial — No Brasil, a DL Eletrônicos é a distribuidora que assegura cobertura de fábrica. Celulares importados, ou adquiridos no chamado “mercado cinza”, normalmente carecem de assistência técnica autorizada, além de correrem risco de apreensão pela Receita Federal. Manter a nota fiscal e o cartão de garantia com IMEI é indispensável na hora de recorrer a reparos.
Perguntas frequentes respondidas
O que é NFC em celulares Xiaomi?
Near Field Communication permite pagamentos por aproximação e transferência de dados. Muitos modelos vendidos oficialmente em 2026 — caso do Poco C85 5G — já incluem o chip, mas variantes importadas podem não contar com o recurso.
Xiaomi ou Redmi: qual é melhor?
A linha Xiaomi oferece mais tecnologia, mas isso se reflete no preço. Redmi entrega boa parte da experiência premium, com foco em custo-benefício. O melhor não é absoluto, depende do quanto você pode ou quer gastar.
Qual o melhor Redmi Note?
No portfólio nacional, o Redmi Note 15 Pro 5G lidera pela combinação de câmera de 200 MP, bateria de 6.580 mAh e resistência IP69K.
Qual o melhor Poco atual?
O Poco X7 Pro 5G desponta, pois compartilha processador do Xiaomi 15T e adiciona bateria robusta sem onerar o preço.
Existe um Xiaomi de melhor custo-benefício?
O Poco X7 5G, vendido na faixa dos R$ 1,5 mil, oferece hardware balanceado e tela AMOLED curva, destacando-se nessa categoria.
Qual marca lidera vendas no país?
Segundo o StatCounter, Samsung lidera, Motorola fica em segundo lugar e Xiaomi ocupa a terceira posição, mas é apontada como a que mais cresce globalmente.
Entendendo as certificações de proteção
Uma dúvida recorrente envolve a sopa de letrinhas “IP”. Em 2026, Xiaomi adota certificações IP68, IP69K ou a combinação de ambas em aparelhos selecionados:
IP68 garante vedação contra poeira e submersão de até 2 metros por até 30 minutos. IP69K adiciona resistência a jatos d’água de alta pressão e temperatura. O Redmi Note 15 Pro 5G é o único da lista com dupla certificação, entregando robustez digna de dispositivos “rugged” sem aumentar volume ou peso significativamente.
Detalhes de desempenho dos processadores
A família Dimensity dominou o line-up Xiaomi em 2026. O Dimensity 9400+, construído em 3 nm, é o chip mais eficiente energeticamente já embarcado em celulares da marca, segundo a MediaTek. O Dimensity 8400 Ultra (4 nm) fica um degrau abaixo, porém mantém núcleos de alto desempenho suficientes para edições 4K e multitarefa avançada. Por fim, o Dimensity 7300 Ultra equilibra consumo e performance, mirando usuários que desfrutam de mídia social, streaming e jogos ocasionais.
Autonomia: números que fazem diferença
Neste ciclo de lançamentos, a Xiaomi adota baterias de 6.000 mAh ou mais na maioria dos modelos intermediários e de entrada. O Poco C85 5G, por exemplo, traz célula de 6.000 mAh e carregamento de 33 W — suficiente para recarga completa em menos de duas horas, de acordo com dados internos da marca. Já o Redmi Note 15 Pro 5G, com 6.580 mAh, superou um dia inteiro de uso intenso nos testes independentes publicados pelo Tecnoblog, atestando a eficiência do Dimensity 7400 Ultra.
Câmeras: onde moram as maiores diferenças
Não há como negar: a lente de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G e a lente periscópica de 50 MP do Xiaomi 15T Pro são marcos na fotografia móvel deste ano. Entretanto, não se trata apenas de números. No topo de linha, a calibração de cor realizada em parceria com a Leica traz tons mais naturais, contraste equilibrado e modos de fotografia avançados, como Retrato Leica Vibrant. Já nos modelos Poco, a Xiaomi opta por sensores mais simples, mas compensa com melhorias de software, garantindo fotos competentes no dia a dia.
Software: HyperOS 3 e as atualizações prometidas
Toda a linha nacional 2026 sai de fábrica com HyperOS 3, interface proprietária que substitui gradualmente a MIUI. O sistema segue baseado em Android, porém acrescenta otimizações visuais, foco em personalização e, segundo a Xiaomi, três grandes atualizações do sistema operacional, além de quatro anos de correções de segurança nos modelos topo de linha.
Mercado cinza: riscos x economia
Importar pode representar economia substancial, mas é imprescindível lembrar da ausência de garantia oficial, possibilidade de bloqueio de IMEI e falta de compatibilidade plena com bandas locais de 4G/5G. Caso ainda assim decida comprar fora dos canais regulares, verifique notas fiscais, frequências suportadas e políticas de troca do vendedor.
Conclusão: qual Xiaomi comprar em 2026?
Se dinheiro não é obstáculo e você exige o melhor em todos os quesitos, o Xiaomi 15T Pro fecha todas as contas. Quer 80 % dessa experiência por quase metade do preço? A resposta é o Xiaomi 15T. Pretende jogar e maratonar séries por horas, mas dispensar câmeras premium? O Poco X7 Pro 5G foi feito para você. Em busca de um intermediário que sobrevive a dunas, cachoeiras ou quedas ocasionais? O Redmi Note 15 Pro 5G se destaca. Orçamento menor, mas desejo por tela AMOLED curva? Vá de Poco X7 5G. Por fim, se autonomia e preço são tudo o que importa, o Poco C85 5G não vai decepcionar.
Independentemente da escolha, o Guia completo Xiaomi 2026 mostrou que a marca amadureceu, diversificou portfólio e, sobretudo, oferece alternativas legítimas para cada cenário de uso no Brasil. Cabe agora a você ponderar prioridades e investir com confiança.
Com informações de Tecnoblog