Mega Drive recebeu 10 jogos brasileiros pouco lembrados que marcaram a história do console

Entre os anos 2000 e 2010, quando o Mega Drive já havia saído de cena em boa parte do mundo, a TecToy manteve o videogame vivo no Brasil e abriu espaço para que estúdios locais colocassem suas criações no aparelho. O resultado foi uma safra de títulos nacionais — de minigames simples a produções autorais — que hoje passam quase despercebidos, mas ajudam a contar a trajetória da indústria brasileira de games. Conheça dez desses projetos.

Show do Milhão digitalizou o quiz do SBT e trouxe a voz de Silvio Santos ao Mega Drive

Lançado em 2001, o game oficial do programa de TV apresentou 1.000 perguntas de múltipla escolha e manteve os auxílios “pulo”, “universitários” e “cartas”. O destaque técnico ficou por conta da voz digitalizada de Silvio Santos, algo inédito em cartuchos do console. O título acompanhava o kit Super Mega Drive 3 e, apesar dos gráficos modestos, surpreendeu pela qualidade de áudio.

Volume 2 encerrou em 2002 a produção mundial de cartuchos para o aparelho

Um ano depois, Show do Milhão Volume 2 chegou às lojas com mais 1.000 perguntas. Sem mudanças relevantes na jogabilidade, a continuação entrou para o livro de recordes do console por ser o último cartucho oficial já fabricado para o Mega Drive em qualquer país.

Noturno apresentou ação em oito fases com mecânica de “um golpe e morte”

Primeiro lançado para Master System em 2025 e depois adaptado ao Mega Drive, o título da LMS Retro bebe na fonte de Castlevania. O jogador guia o cavaleiro Ricardo por esgotos, torres e masmorras para recuperar orbes mágicas roubadas por um vampiro. A trilha sonora, composta por Guilherme Chirinéa, reforça a atmosfera sombria. A dificuldade é alta: qualquer golpe encerra a partida.

Pedreiro Polar levou gráficos comparados ao Atari 2600 e ficou restrito à memória interna

Produzido pela Devworks, o jogo coloca um operário em um cenário gelado repleto de bolas de neve, pinguins irritados e rios congelados. O controle usa apenas o direcional e nunca ganhou cartucho físico; estava pré-instalado em variantes como o Super Mega Drive 3. Críticas da época apontavam visual e jogabilidade aquém do potencial de 16 bits.

Força Alienígena estreou em 2003 como o primeiro shooter 100% nacional do console

Inspirado em Space Invaders, o shmup vertical foi distribuído somente na memória de consoles TecToy, incluindo o MD Play. Ondas de inimigos se aproximam lentamente enquanto o jogador pilota uma nave para defender a Terra. Mesmo tecnicamente simples, marcou a estreia de um game totalmente desenvolvido no Brasil dentro do catálogo interno do Mega Drive.

Academia do Saber tentou transformar desafios mentais em missão militar

Obra da Overplay, o título de 2007 acompanhava o Mega Drive 3 de 81 jogos. O usuário assumia o papel de recruta em uma escola militar fictícia e precisava superar testes lógicos e de coordenação motora. A recepção negativa, tanto ao console branco “rabiscável” quanto ao jogo, impediu que ganhasse versão em cartucho.

Corrida de Tampinhas transformou brincadeira de infância em competição eletrônica

Outro jogo da Devworks, disponível para Mega Drive e Master System, reproduz corridas de tampinhas de garrafa. Cada pista possui número de voltas e extensão diferentes; o botão A confirma movimentos planejados pelo direcional. Assim como outros títulos da lista, só existiu na memória interna dos aparelhos.

Fica 1 adicionou quebra-cabeça minimalista, mas foi comparado a joguinhos em Flash

Produzido para inflar a coletânea do Super Mega Drive 3, o game recebeu críticas duras por seu acabamento. Mesmo assim, faz parte do acervo nacional criado especificamente para o hardware da Sega.

Junte 4 adaptou o clássico Connect Four para duelos no console

A versão digital segue à risca as regras do tabuleiro: vence quem alinhar quatro peças na vertical, horizontal ou diagonal. O minigame aparecia em todos os modelos de Mega Drive relançados após meados dos anos 2000.

Pense Bem converteu o brinquedo educativo de 1988 em 10 atividades eletrônicas

O “mini­computador” da TecToy — sucesso entre crianças nos anos 80 — ganhou vida no Mega Drive com oito desafios matemáticos e duas brincadeiras musicais programadas pela Devworks. Em 2017, o brinquedo retornou às lojas em edição física, mas a versão de console continua a única adaptação digital do produto.

Fonte: techtudo.com.br

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