A startup britânica Nothing acaba de conquistar seu maior ponto de venda nos Estados Unidos: a rede Best Buy passa a oferecer celulares, fones de ouvido e headsets da marca em mais de 500 lojas físicas e também no e-commerce da varejista.
Presença física em 500 lojas amplia a chance de “test drive” nos aparelhos
Até agora, quem quisesse um dispositivo Nothing tinha basicamente duas opções: comprar no site oficial ou em marketplaces como Amazon. A entrada na maior cadeia de eletrônicos do país oferece um fator que Carl Pei, CEO da empresa, considera decisivo – a possibilidade do consumidor manusear o produto antes de fechar a compra. Nos EUA, aproximadamente 75% dos smartphones ainda são adquiridos via operadoras; a fatia restante costuma procurar varejistas como a Best Buy, o que pode dar à Nothing uma vitrine inédita para o grande público.
Portfólio inicial na varejista traz Phone (4a) Pro, Phone (3) e nova geração de áudio
Nesta primeira etapa, a Best Buy comercializa dois smartphones – o Phone (4a) Pro e o Phone (3) – além dos fones true wireless Ear (3) e do headset Headphone (a). Os aparelhos mantêm a proposta da empresa de aliar preço competitivo a um design chamativo, marcado pelos LEDs na traseira dos telefones e pelas carcaças transparentes dos acessórios.
Parceria surge enquanto a OnePlus se retira das gôndolas americanas
A movimentação também sinaliza uma troca de guarda nas prateleiras. A OnePlus, marca que Carl Pei ajudou a fundar em 2013, está reduzindo sua presença internacional e deixando a Best Buy. Com isso, os modelos da Nothing tendem a assumir o posto de alternativa Android para quem procura algo diferente dos iPhones, Galaxies e Pixels já consolidados no mercado norte-americano.
Do Ear(1) ao ecossistema completo: trajetória de cinco anos
Fundada em outubro de 2020, a Nothing estreou em 2021 com os fones Ear(1). O primeiro smartphone, Phone(1), chegou um ano depois, seguido por versões mais acessíveis da linha “(a)” e pela submarca de baixo custo CMF. A estratégia remete à moda: visual marcante, parcerias com artistas como Charli XCX e lançamentos frequentes para manter a relevância.
Imagem: J Fingas
Crescimento de três dígitos atrai investidores, mas ainda distante dos gigantes
A aposta tem dado retorno: a fabricante registrou expansão de 150% em 2024, levantou US$ 200 milhões em setembro de 2025 (valuation de US$ 1,3 bilhão) e viu as vendas nos EUA saltarem 120% no mesmo ano. Mesmo assim, continua minúscula diante de titãs como a Apple, que lucrou US$ 29,5 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Em meio a um mercado de smartphones em queda para marcas tradicionais, preços mais baixos podem ser a carta na manga da Nothing para manter o ritmo.
Fonte: HowToGeek