Waymo, divisão de veículos autônomos da Alphabet, iniciou um recall de 3.871 robotáxis depois que parte da frota ignorou sinalizações de obras em rodovias nos Estados Unidos. A medida foi registrada voluntariamente na Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) e mantém os carros em circulação enquanto uma correção de software é preparada.
Falha de navegação permitia entrada em zonas de construção
Pelo menos 13 veículos apresentaram comportamento inadequado ao se aproximarem de canteiros de obras em vias expressas. Nessas situações, os carros priorizaram o desvio de “outros perigos na rodovia” e acabaram avançando sobre áreas interditadas, segundo a própria Waymo.
Incidentes se concentraram em Phoenix e São Francisco
O relatório enviado à NHTSA relata seis ocorrências no mês de abril na região metropolitana de Phoenix (Arizona) e outras sete em maio em São Francisco (Califórnia). Um dos casos foi filmado em 19 de maio pelo jornalista Elliot Slade, que registrou o robotáxi ignorando cones, faixas de segurança e até a presença de policiais.
Atualização remota está “em desenvolvimento”, diz empresa
A Waymo informou ter identificado “uma área de melhoria” no módulo que lida com obras em rodovias. A correção será distribuída por atualização over the air, mas a companhia não revelou prazo para liberação. Até lá, o serviço de corridas paga segue operando, exceto nos trechos de rodovia onde foram detectados problemas.
Recall soma-se a histórico de seis convocações em dois anos
- Maio de 2024: carros entraram em ruas alagadas.
- 2023–2024: colisões com cancelas, postes telefônicos e caminhões-guincho.
- Outro ajuste recente buscou evitar manobras perigosas ao redor de ônibus escolares.
Embora nenhum incidente grave tenha sido registrado nesses episódios, a sequência de recalls pressiona a empresa a demonstrar avanços consistentes na segurança do software.
Imagem: Waymo
Waymo afirma que robotáxis são 13 vezes menos propensos a ferir ocupantes
Estudo interno divulgado neste ano mostra que, em cenários comparáveis, os veículos autônomos da companhia se envolvem em colisões com lesões graves a uma taxa 13 vezes menor do que carros conduzidos por humanos. Mesmo assim, casos de grande repercussão — como o atropelamento de uma criança em Santa Mônica, que motivou investigação da NHTSA — mantêm a opinião pública em alerta.
Projeto de “motorista virtual” pretende antecipar comportamentos humanos
Para fortalecer a prevenção, a Waymo desenvolve um sistema de treinamento que imita a tomada de decisão de condutores experientes. A expectativa é que essa inteligência comporte nuances que algoritmos tradicionais não capturam, reduzindo riscos em cenários complexos, inclusive em obras viárias.
Fonte: HowToGeek